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UMA MÃE DE CORAÇÃO... e algo mais

Este blog, mais do que "mãe de coração" tem "fragmentos de uma vida comum". Uni os dois blogs e, aqui, falo de adopção em geral, da nossa experiência e de outros pedaços da minha vida.

UMA MÃE DE CORAÇÃO... e algo mais

Este blog, mais do que "mãe de coração" tem "fragmentos de uma vida comum". Uni os dois blogs e, aqui, falo de adopção em geral, da nossa experiência e de outros pedaços da minha vida.

16
Mai16

Questões que me dão que pensar!!

Há umas semanas ... na verdade, nem sei bem há quanto tempo... mas há algum, com certeza, tive uma "chamada de consciência" que me tem dado muito que pensar.

 

Uns dias depois de ler o comentário da Cipreste a um dos meus posts, quis escrever sobre o que pensava e sentia acerca do que ela havia dito, mas, por algum motivo, parecia que as palavras nunca eram as certas. Fiz uns cinco rascunhos e eliminei todos, entretanto, percebi que não era algo que eu conseguisse explicar de uma só vez. Decidi então, dividir por dois ou três posts... e também não correu bem... começo a achar que o problema está na minha capacidade de "pôr no papel" o que estou a pensar/sentir, e não tanto o tema em si.

 

Então é assim, durante muito tempo tentei convencer as pessoas que me diziam que era uma "loucura" adoptar uma criança crescida porque seria mais difícil de educar que, na verdade é a mesma coisa, educar um filho biológico ou um filho por via da adopção é a mesma coisa. Depois veio o comentário da Cipreste que referi em cima e concordei em pleno com ela. Depois fiquei a pensar, afinal em que é que ficamos, é o mesmo ou não é??? Cheguei à conclusão que é e não é!!!! hahaha ... e agora estão todos (os dois ou três que leram o post!!! ;) já agora obrigada!) a pensar que enlouqueci de vez. Talvez, mas se quiserem acompanhar o meu raciocínio digam-me de vossa justiça.

 

Digamos que o amor e dedicação necessários para educar uma criança é igual quer partilhemos o nosso "material genético" quer não. Quando educamos uma criança desde a sua nascença ou a partir dos primeiros meses acredito que é a mesma coisa. Se "apanhamos o comboio a meio" então é muito diferente!!! E, eu mesma, só me apercebi de como é mesmo muito diferente depois de me ter confrontado com as minhas "ideias" iniciais.

 

Logo que aceitei esta realidade - que educar o meu filho é muito diferente do que seria se ele tivesse vindo mais cedo para casa - parei com as comparações (que sim, também fazia, embora achasse que não), e aceitei que é diferente, que quem não vive a situação tem dificuldade em compreender e daí ser tão fácil julgar, por isso limito-me a ouvir e seleccionar o que é pertinente para mim, tudo o resto ignoro (...ou tento, conforme os dias!!).

 

 

 

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