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UMA MÃE DE CORAÇÃO... e algo mais

Este blog, mais do que "mãe de coração" tem "fragmentos de uma vida comum". Uni os dois blogs e, aqui, falo de adopção em geral, da nossa experiência e de outros pedaços da minha vida.

UMA MÃE DE CORAÇÃO... e algo mais

Este blog, mais do que "mãe de coração" tem "fragmentos de uma vida comum". Uni os dois blogs e, aqui, falo de adopção em geral, da nossa experiência e de outros pedaços da minha vida.

22
Set14

Quando encontrei o meu filho...

...perguntei-me, por diversas vezes, como seria o nosso primeiro encontro. Será que vai gostar de mim? Que devo dizer-lhe? Será que o posso agarrar e não largar mais??? Tudo isto me passou pela cabeça e muito mais. O que nunca me questionei era sobre o que eu sentiria por ele. Desejei-o por tanto tempo, esperei por ele todos aqueles anos, queria ser mãe. Por tudo isso achava que o sentimento de amor incondicional seria instantâneo, no primeiro olhar!

 

Mas comigo não foi assim! 

 

Passada a primeira hora de convívio, quando começámos a relaxar e a relacionar-nos enquanto família comecei a sentir-me inquieta, havia algo que não estava bem, olhava para aquela criança, que era agora o meu filho e não sabia como me sentir. Todos aqueles tiques nervosos dele, a gargalhada estridente (outro sinal do seu nervosismo) tudo isso me pareceu irritante. queria fugir, queria começar de novo, com mais calma e segurança para que o sentimento fosse instantâneo, queria ama-lo incondicionalmente, como sempre ouvi as outras mães dizerem que sentiam.

 

Mas a vida não é assim! Comigo não foi assim!!

 

Por isso enfureci-me comigo mesma, que espécie de mãe poderia eu ser para esta criança, se não conseguia sentir o amor de mãe? E se nunca o viesse a sentir? Como poderia cria-lo? E se alguém percebesse o que eu estava a sentir? E se mo tirassem??? Isso seria ainda pior, seria tirar-me um pedaço de mim que eu nem sabia que tinha!!!

 

E, no meio deste turbilhão, chegou a hora de o entregar na instituição para passar a noite. Assim começou a noite mais longa de sempre! Dizer que não "preguei olho" a noite inteira é pouco... noites mal dormidas todos tivemos/temos, mas uma noite inteira de consciência alerta, a rever cada segundo do dia que havia passado, questionando como estaria o meu filho em todos os segundos que estava longe de mim, isso sim era a novidade para mim!

 

Depois veio o telefonema com a amiga/irmã/mãe que me contou o segredo inconfessável de muitas mães... nem todas sentem a ligação instantânea, mesmo com o filho que carregamos no ventre por nove meses, o amor incondicional está dentro de nós, mas apenas o notamos quando não estamos à procura dele! 

 

E foi assim comigo, quando não o procurei senti...amo o meu filho com todas as forças e não imagino o meu mundo sem ele!!!!

 

 

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