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UMA MÃE DE CORAÇÃO... e algo mais

Este blog, mais do que "mãe de coração" tem "fragmentos de uma vida comum". Uni os dois blogs e, aqui, falo de adopção em geral, da nossa experiência e de outros pedaços da minha vida.

UMA MÃE DE CORAÇÃO... e algo mais

Este blog, mais do que "mãe de coração" tem "fragmentos de uma vida comum". Uni os dois blogs e, aqui, falo de adopção em geral, da nossa experiência e de outros pedaços da minha vida.

18
Jun15

"Os meus filhos são o mais importante da minha vida!"

Há pouco tempo tive oportunidade de ouvir, no programa da manhã da TVI, o Dr. Eduardo Sá comentar algumas das suas próprias frases. Como já devem ter notado, faço, ao longo do blog, várias referências a este senhor. Primeiro porque me revejo na sua "filosofia", se assim lhe podemos chamar, e depois, gosto da forma clara e simples como explica as coisas.

 

Uma das suas frases a comentar foi: "Fico à beira de um ataque de nervos quando me dizem: "Os meus filhos são o mais importante da minha vida!"" (min 9:57) Diz também que: "as relações mais importantes são as mais frágeis" e, portanto, são as que precisam de maior atenção. E isto foi sempre aquilo que eu pensei e nunca tive coragem de admitir por receio de ser julgada ou mal interpretada!

 

Agora, além da confirmação de que estava certa, ou melhor, há mais quem pense como eu, também cheguei a uma fase da vida em que acho que a minha opinião é a mais válida de todas tanto quanto à minha vida diz respeito, claro está!!

 

Assim, explico porque o meu filho não é a relação mais importante da minha vida. Amo o meu filho, amo o meu marido, amo os meus pais, irmãs, sobrinhos e demais família e amigos e, estranhamente, até me amo. Cada uma destas pessoas que amo é MUITO importante para mim. Ora se todas estas pessoas são importantes, devo dedicar-lhes tempo e atenção. Por exclusão de partes, a relação com os meus pais é a que precisa de menos atenção já que a ligação que temos é indissolúvel, com as minhas irmãs idem. A ligação com o meu filho existe apenas, é portanto indissolúvel. Já a relação que construi com o meu marido existe pelo tempo que partilhámos juntos, pelas experiências que vivemos, pela entrega que demos um ao outro, ora se pararmos isso a relação morre, daí ser realista e dizer que a que é mais importante é a que pode quebrar e que exige um cuidado especial.

 

Com tudo isto, não significa que vou relaxar nas outras relações, tenho a obrigação ( e prazer dahh!!) de cuidar e mimar o meu filho, os meus pais, irmãs e "outros tais"... não significa que ame mais uns do que outros, apenas de maneira diferente como deve ser!

 

Dito isto, peço a quem me lê, que não confunda o ser importante com o amar, nem dar importância com ser importante!