Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

UMA MÃE DE CORAÇÃO... e algo mais

Este blog, mais do que "mãe de coração" tem "fragmentos de uma vida comum". Uni os dois blogs e, aqui, falo de adopção em geral, da nossa experiência e de outros pedaços da minha vida.

UMA MÃE DE CORAÇÃO... e algo mais

Este blog, mais do que "mãe de coração" tem "fragmentos de uma vida comum". Uni os dois blogs e, aqui, falo de adopção em geral, da nossa experiência e de outros pedaços da minha vida.

06
Fev15

Novas práticas!

Estou aqui a preparar-me mentalmente para mais um fim-de-semana. Aproveito estes últimos minutos antes do meu filho chegar para um momento de meditação e relaxe para me encher de força para, o que me parece, um fim-de-semana "daqueles".

 

Ontem chegou o 3º recado da escola do 3º professor sobre as constantes faltas de material e dos trabalhos de casa. Das duas vezes anteriores houve sermão e castigo, por isso quando chegou perto de mim com a caderneta foi logo dizendo: "Eu agora tenho de ir fazer os trabalhos de casa por isso falamos sobre isto depois, mas fala com calma!".... Confesso que nem sabia se havia de rir ou de me passar por completo, afinal até já adivinhava o que ia lá dentro.

 

Mas a verdade é que deu-me tempo para pensar no que fazer, afinal o que tinha feito até aquele momento não estava a funcionar. Por isso quando fui falar com ele ia cheia de disposição para encontrarmos juntos uma solução. Primeiro, e em resposta ao que ele disse, perguntei: "Estás disposto a conversar comigo com calma e sem faltas de educação?" ..."vou tentar". E lá comecei eu a tentar saber o porquê dos trabalhos ficarem por fazer, até porque nos cadernos não havia anotações algumas, e é quando começa o rol de desculpas, atribuindo sempre as culpas ao outros. Parei-o e expliquei, uma vez mais que é da responsabilidade dele apontar os TPC que o professor indica e fazê-los, ele é que é o estudante. Claro que o material que desaparece também é culpa dos outros e quando o lembrei que é da responsabilidade dele saber das suas coisas e arruma-las no sitio correcto, começou a gritaria!

 

Resolvi não continuar, ele, de qualquer forma, já estava entretido a brincar com outra coisa e não me estava a ouvir, portanto percebi que o que EU estava a fazer não era o mais correcto para ele. Debati o assunto com o meu marido e revimos um artigo sobre "Os efeitos da violência domestica nas crianças" entre outros que um dia destes partilho, e decidimos que ao invés de castigo, vamos substituir o tempo de brincadeira livre ao fim-de-semana por brincadeiras estruturadas, com jogos próprios para as crianças desenvolverem a capacidade de concentração. Ele, de qualquer forma vai ver como castigo, pois detesta esse tipo de jogos, mas enfim, prepararmo-nos para a luta, conscientes que o fazemos a pensar no melhor interesse dele.

 

Lamentavelmente, era algo que deveria ter sido feito numa mais tenra idade, mas na falta, agimos agora e vemos o que conseguimos.