Hoje choro...
...ou talvez não!
Se calhar devia chorar, e até chorei um pouco.
Chorei pela tristeza que senti instalada no coração de outros.
Chorei porque quando nos toca na pele se sente de forma diferente.
Só não chorei o fim desta vida.
Foi uma vida cheia de momentos únicos e profundos.
De histórias trancadas dentro de um ser calado.
Foram 100 anos vividos na simplicidade que lhe era característica, rodeado de amor e carinho, e saboreados quase até ao último minuto, com uma lucidez arrepiante.
Por isso não choro, mas presto homenagem, a um homem que foi quase um avô, que esteve muito presente em tantos momentos especiais da minha vida. Um Homem que me mostrou a garra e força necessárias para ultrapassar as adversidades, que viu a sua história ser reescrita vezes e vezes sem conta, que presenciou os momentos mais marcantes da nossa história, que, à custa das suas dores, silenciou e fechou dentro de si uma história que apenas posso imaginar rica.
Hoje presto homenagem ao Homem que foi quase um avô, que viveu 100 anos, reuniu os que mais amava e que o amavam e, depois, não quis viver até aos 101.
Para ele ... ATÉ BREVE!
