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UMA MÃE DE CORAÇÃO... e algo mais

Este blog, mais do que "mãe de coração" tem "fragmentos de uma vida comum". Uni os dois blogs e, aqui, falo de adopção em geral, da nossa experiência e de outros pedaços da minha vida.

UMA MÃE DE CORAÇÃO... e algo mais

Este blog, mais do que "mãe de coração" tem "fragmentos de uma vida comum". Uni os dois blogs e, aqui, falo de adopção em geral, da nossa experiência e de outros pedaços da minha vida.

02
Jun16

E já está! #3 - Proc. Adopção em progresso

E como diz "o outro"..."E a marcha continua!!"

 

Semana passada, nova reunião na SS. Avaliação psicológica, feita!

Por norma, e numa primeira adopção, nesta reunião faríamos um resumo das nossas relações afectivas com família e amigos, falaríamos sobre a forma como fomos educados e sobre a nossa perspectiva da parentalidade. Responderíamos a uma série de questionários de avaliação psicológica e de técnicas de parentalidade.

 

No nosso caso a técnica estava mais interessada em saber como tinha corrido a nossa adaptação ao nosso filho. Para ela, a história passada podia ler nos relatórios, e os testes como já havíamos respondido não era necessário fazer novamente.

 

A verdade é que foi, uma vez mais, uma conversa, não diria entre amigas, mas entre pessoas com um interesse comum. Confesso que, considerando algumas experiências que vou conhecendo, ou melhor, o que algumas pessoas dizem ter sentido da parte dos técnicos que as acompanham, e sendo esta técnica nova para nós, tive algum receio inicial de que as coisas não corressem tão bem como das vezes anteriores, mas não foi o caso. Senti da parte dela um interesse genuíno não só em conhecer-nos mas também em dar às crianças a melhor.

 

Pude aprender, também, mais sobre os meandros da adopção, ou seja, o outro lado que nós pais não vemos nem conhecemos, e fiquei ainda mais convicta que ainda há muito preconceito na adopção, particularmente, por parte de quem tem o destino das crianças nas mãos.

 

Não se trata apenas de não haver candidatos, que não há para determinados perfis; não se trata apenas de técnicas que fazem um acompanhamento deficiente dos casos que têm em mãos, embora também as haja; nem se trata apenas da legislação pouco clara ou insuficiente, mas também dos que a aplicam, que se mostram cada vez mais reticentes em definir o projecto de adopção para as crianças. Continuam a privilegiar os direitos da família biológica em detrimento do "superior interesse da criança".

 

Diz-se que às vezes a ignorância é uma benção, mas neste caso, acho que temos mesmo de melhorar a educação dos portugueses em geral para que as gerações futuras possam efectivamente ter um futuro!