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UMA MÃE DE CORAÇÃO... e algo mais

Este blog, mais do que "mãe de coração" tem "fragmentos de uma vida comum". Uni os dois blogs e, aqui, falo de adopção em geral, da nossa experiência e de outros pedaços da minha vida.

UMA MÃE DE CORAÇÃO... e algo mais

Este blog, mais do que "mãe de coração" tem "fragmentos de uma vida comum". Uni os dois blogs e, aqui, falo de adopção em geral, da nossa experiência e de outros pedaços da minha vida.

06
Out15

Como escolhemos um filh@??

Uma das questões que mais me colocaram, aqueles que procuram a adopção, é como conseguimos preencher a alínea que pergunta qual a criança pretendida... e esta questão volta a ser levantada agora, que ponderamos aumentar a família.

 

Sinceramente, acho que não há uma resposta correcta. A única que pode ser considerada como verdadeira é "seguir o nosso coração". Parece lamechas, generalista e até um pouco utópica, mas é a mais sincera. Se encararmos como uma checklist que nos conduzirá a julgamentos, então é garantido que vai correr mal. 

 

Recordo, quando foi do processo do meu filho, que inicialmente colocámos a idade que todos nos diziam ser a melhor para que tudo corresse bem, mas confesso que o meu coração não estava muito satisfeito, não sei explicar a sensação que tinha, apenas que algo estava errado. À medida que o processo foi evoluindo, e fomos aumentando a idade, as vozes exteriores aumentavam, mas a vozinha interior diminuía. Depois, quando se entrava no pormenor, e temos de decidir a raça ou etnia, a deficiência ou doenças que aceitamos, senti-me a pior das pessoas. Senti que, aí sim, via um filho como mercadoria, e não gostei. Queria aceitar tudo, mas dessa vez o coração gritou mais alto e rendi-me às evidências. Sabia que não estava preparada para lidar com determinadas situações e não queria fazer sofre mais uma criança que, certamente, já teria sofrido bastante.

 

E há quem pergunte, mas se fosse um filho biológico rejeitarias?? A resposta lógica é não, mas que sei eu dos "ses" da vida? Como podemos saber, com toda a certeza, o que faríamos numa situação pela qual nunca passámos?? Se fosse filho biológico não teria de me preocupar com toda uma história de tristeza e abandono, pois eu estaria lá, na adopção não é assim. Essa é a realidade!!

 

Estarei a procurar justificações para o que, na minha cabeça, me parece errado? Estarei a tentar fazer-me sentir melhor com as escolhas que faço? Talvez, mas uma certeza tenho, seguindo o meu coração é mais difícil errar.

 

Se me tivesse guiado pelo que os outros acham certo, se me deixasse guiar pelo "politicamente correcto" (como tanto se fala hoje em dia), então nunca teria encontrado o meu filho e com isso é que o meu coração, hoje, não consegue viver!!

 

 

 

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